Rock na Calçada celebra 10 anos reafirmando a força da música independente em Recife
O Festival Rock na Calçada (RNC) celebra uma década de resistência e experimentação musical, retornando à Rua da Moeda, no Bairro do Recife, nesta sexta-feira, 19 de setembro de 2025.
O evento, com entrada gratuita, começa às 18h e promete uma fusão de gêneros que reflete o seu papel como um dos principais palcos da cena autoral no Nordeste.
Em sua edição comemorativa, o RNC reforça seu compromisso com a diversidade sonora, incorporando a potência da cena rap nordestina. A programação de 10 anos vai além do rock and roll e inclui shows de nomes como Vampira081, Frenezzi MC, Schnneider, MC Fantasma e Dandara MC.
“É celebração, resistência e memória viva de uma década do Rock na Calçada”, afirma Du Lopes, coordenador do festival. “Este ano, além do rock, reforçamos nosso compromisso em fomentar a cena rap, que também é parte fundamental da cultura urbana”.
Programação e Novidades da Décima Edição
A programação da noite é um reflexo dessa curadoria eclética e abrangente. A abertura, às 18h, fica por conta da banda Lodo Groove, que renasce após mais de duas décadas com uma versão atualizada do Manguebeat. Em seguida, às 19h, o cantor, compositor e ator Milton Raulino apresenta sua performance que une a canção brasileira a influências do pop eletrônico.

Às 20h, o grupo instrumental Telefunkens sobe ao palco com uma mistura vibrante de afrobeat, funk setentista e jazz. A Rinha de MCs, com os já citados nomes do rap, agita a Rua da Moeda às 21h, com o DJ Ari Falcão mantendo o público em movimento nos intervalos com um set 100% vinil.
O encerramento da noite traz a eletrônica tropical do cantor Gomes, às 23h, e o som sombrio e catártico da banda de post-punk Ego Eris, que sobe ao palco na virada da meia-noite. A Ego Eris foi selecionada para o festival por meio de votação popular, uma forma de manter o formato participativo que sempre norteou o RNC.
“A gente tem uma programação definida por uma curadoria interna, mas também abrimos espaço para uma votação popular e escolha do público”, ressalta Du Lopes.
O Festival como Símbolo de Resistência Cultural
Para esta edição histórica, a arte visual foi assinada pela artista pernambucana Penélope de Andrade e presta uma homenagem ao povo indígena Fulni-ô, de Águas Belas. A imagem faz uma reverência à identidade, resistência e sabedoria dessa nação, que preserva suas tradições e o idioma Yahtê.
O Rock na Calçada nasceu em 2015 com a missão de valorizar a música autoral produzida no Nordeste e ocupou a cidade como um polo de difusão da cultura alternativa recifense.
Com o apoio da Prefeitura do Recife, por meio da Fundação de Cultura Cidade do Recife e da Secretaria Municipal de Cultura, o festival reafirma seu papel de espaço de resistência cultural e celebra o sucesso da música independente.
Mais informações podem ser acompanhadas pelo Instagram oficial do evento: @rocknacalcada.
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